Na verdade eu sou o mais bruto dos homens, nem mesmo tenho o conhecimento de homem.
Nem aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do santo.
Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas numa roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome? E qual é o nome de seu filho, se é que o sabes? Pv 30.2,3,4
Portanto ide, fazei discípulos de todas as naçöes, batizando-os em NOME (O nome está no singular) do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; (Pai, Filho, Espírito Santo, não são nomes próprios. Eu sou Pai, Tio, Irmão, Esposo, etc. Meu nome é Djalmir, sou uma só pessoa)
Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. Mat 28.19,20
A graça do Senhor Jesus Cristo, (Aqui o Nome encabeça os títulos: Deus e Espírito Santo) e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém. II Co 13.14
Por esta razão os irmãos eram batizados em NOME DE JESUS.
“A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela.”
(Max Frisch)
O Logos
No pensamento grego tardio, principalmente em Platão e Aristóteles, o logos perdeu sua conexão íntima com aphysis, natureza; a partir daí, tornou-se proposição, isto é, um dizer sobre algo. Acrescenta-se a isso o fato de que ela significará ainda “razão”, acontecimento acelerado pela tradução da ratio latina. Basta para isso compreendermos que Aristóteles definiu o homem como um animal que possui o logos, isto é, que possui o poder do discurso: animal racional. Mas, mesmo antes de Platão e Aristóteles, que são considerados como “o próprio pensamento grego”, diz Heidegger, já existia a noção de logos.
A partir de filósofos como Heráclito de Éfeso passou a ter o conceito de razão. Assim refere-se pela primeira vez Heráclito: “Os homens são obtusos com relação ao ser do Logos, tanto antes quanto depois que ouviram falar dele; e não parecem conhecê-lo, ainda que tudo aconteça segundo o Logos “.
Encontra primeira formulação no judeu Fílon de Alexandria (nasceu entre 15 e 10 a.C.), assim Filon diz: “A sombra de Deus é o Seu Logos; servindo-Se Dele como instrumento, Deus criou o mundo. Essa Sombra é quase a imagem derivada e o modelo das outras coisas. Pois assim como Deus é o modelo dessa Sua Imagem ou Sombra, que é o Logos, o Logos é o modelo das outras coisas”.
Atenágoras de Atenas é o autor de uma Súplica pelos cristãos, composta na segunda metade do século II d.C. Nessa carta afirma que o Logos é o Filho-Jesus e procede do Pai, não que tenha sido criado porque desde o principio Deus tem em Si o Logos
Clemente de Alexandria (150 – 215 d.C.) mestre da escola catequética Alexandrina: “O mistério é claro: Deus está no homem e o homem se torna deus, e o Mediador realiza a vontade do Pai. Mediador é o Logos, que é comum a ambos: Filho de Deus, Salvador dos homens, de Deus servo, de nós pedagogo. Uma vez que a carne é serva, conforme Paulo atesta (…) Que a carne seja forma de servo é atestado pelo apóstolo quando fala do Senhor: ´Aniquilou a Si mesmo, tomando a natureza de escravo´, chamando escravo o homem de carne antes que o Senhor Se tornasse escravo e Se encarnasse. O próprio Deus, porém, sofrendo na carne, libertou a carne da corrupção e, depois de tê-la afastado da escravidão portadora de morte e amarga, a revestiu de imortalidade”
Bispo da cidade de Óstia Hipólito de Roma (mártir no ano 235 d.C.) escreveu: “Deus possuía o Verbo em Si mesmo, e o Verbo era imperceptível para o mundo criado; mas fazendo ouvir Sua voz, Deus tornou-Se perceptível. Gerando-O como Luz da Luz, enviou como Senhor da criação Aquele que é Sua própria inteligência. E este Verbo, que no principio era visível apenas para Deus e invisível para o mundo, tornou-Se visível para que o mundo, vendo-O manifestar-Se, pudesse ser salvo. O Verbo é verdadeiramente a inteligência de Deus que, ao entrar no mundo, Se manifestou como o Servo de Deus. Tudo foi feito por Ele, mas Ele procede unicamente do Pai (…). O Verbo, portanto, Se tornou visível, como diz São João (…) o Verbo por quem tinham sido criadas todas as coisas”.
Heráclito de Éfeso disse: “Há só uma coisa sábia: compreender o pensamento que, como tal, governa tudo através de tudo”
Se a physis é o domínio de todos os domínios, o logos é também da physis. Sendo ela o perene emergir, como um clarão que nunca se apaga, o logos deve estar no centro mesmo deste brilhar, e o logos humano deve auscultar, receptivo, a sua voz e fazê-la florescer em palavras.
O logos não é palavra, mas é mais originária que a palavra e é ao mesmo tempo a palavra preparadora de toda linguagem. A palavra logos é o silêncio.
Comente esta matéria